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CORONAVÍRUS - INFORMAÇÕES

07/05/2020 18:20:00

Como todos sabemos e temos acompanhado, o Brasil e o mundo sofrem com a Pandemia do Coronavírus. Infelizmente, não existem respostas definitivas sobre o que fazer.

Assim como todo médico e outros profissionais da saúde, tenho procurado me informar e estar atento às novidades, e seguindo determinações dos órgãos competentes. Notícias aparecem a todo momento, e o grau de informação- e também desinformação - é muito grande.

Desta forma venho pedir a compreensão e colaboração de todos os pacientes nas questões abaixo, bem como coloco também algumas orientações gerais em relação às cardiopatias congênitas e à pandemia:

  • Por favor, não mandem mensagens direta para tratar de assuntos sobre o coronavírus. O número de mensagens que recebia antes desta crise era enorme, agora tem sido impossível responder. Para poder focar meu trabalho, não responderei mensagens até a situação estar resolvida. Espero que possam entender e me ajudar.
  • Saliento também que as informações abaixo são para MEUS pacientes, e não devem ser extrapoladas para outros com os quais não tive contato ou não conheço os casos
  • Em caso de urgência, estou à disposição pelo WhatsApp conforme combinado com todos os pacientes e como sempre estive.
  • Se não for urgência E se sua dúvida não estiver respondida aqui, por favor encaminhe para mim por e-mail. Responderei a todos na medida do possível, conforme data de recebimento e prioridade.
  • A quantidade de informações desencontradas e Fake News é enorme. Procure se informar por dados fornecidos por órgãos competentes ou mesmo pela imprensa não sensacionalista. Receber e passar informações adiante sem verificar conteúdo, data e veracidade apenas atrapalha todos neste momento tão difícil.
  • A Pandemia é “democrática” porque atinge a todos de igual forma: crianças e idosos, ricos e pobres. A idade é um fator de risco conhecido, o que não quer dizer que todas as pessoas idosas irão ficar graves ou evoluir para óbito. Não entre em pânico e não o propague
  • Outro fator de risco conhecido é ser portador de comorbidades, e dentre elas as cardiopatias congênitas. Esta é a principal dúvida de quem entra em contato comigo e que explicarei na sequência. Procure sua situação abaixo.
  • Crianças que foram operadas (submetidas a procedimento cirúrgico, não cateterismo), principalmente se em baixa idade (abaixo dos 2 anos), devem ser consideradas grupo de risco pela suposta menor imunidade. Quanto mais antiga a cirurgia, menor o risco.
  • Adultos e crianças portadores de cardiopatia congênita de baixa complexidade (CIA, Forame Oval, Canal Arterial por exemplo) e que aguardam procedimento não devem ser considerados como grupo de risco de uma maneira geral, pela cardiopatia (não pela idade).
  • Adultos e crianças já tratados por cateterismo (inclusive implante de prótese) NÃO devem ser considerados também como grupo de risco. Saliento que estou falando acima especificamente sobre a CARDIOPATIA ser ou não fator de risco, e não sobre outros fatores (diabetes, imunodeficiências, idade)
  • Crianças e adultos portadores de cardiopatias congênitas complexas devem ser considerados como grupo de risco, não para pegar o vírus, mas por aumentar seu risco caso evoluam com gravidade e precisem de UTI. A recomendação no momento é ficar em isolamento o quanto for possível e evitar ao máximo aglomerações ou locais com grande circulação de pessoas.
  • De maneira geral, procure tomar a vacina contra gripe. Ela não protege contra Corona vírus, mas protege contra outros tipos de gripe também presentes na população e que também podem evoluir com gravidade.
  • Pacientes pós cateterismo recente (menos de seis meses) devem tomar um pouco mais de cuidado, tendo em vista que não houve tempo hábil ainda para a prótese cicatrizar. Não há qualquer informação de que devam ser considerados como grupo de risco.
  • Pacientes em uso de antiagregantes plaquetários (AAS, Somalgin, Clopidogrel, por exemplo) ou anticoagulantes (Xarelto, Pradaxa, Lixiana, ...) não são grupos de risco para a doença em si, mas podem evoluir pior caso fiquem graves, pelo risco de sangramento pulmonar. A equipe médica que está atendendo deve ser avisada neste caso, especialmente porque este ponto ainda é motivo de bastante controvérsia entre os médicos. Há trabalhos técnicos que afirmam que o uso destas medicações protegem o paciente, e alguns que falam aumentar o risco. Por isto a decisão deve ser individualizada

Vamos todos juntos, com fé, paciência, calma e resiliência, passar por esta dificuldade e superá-la. Grande abraço a todos.

Dr. Fábio Augusto Selig

CRM PR 16599

Fonte: Dados Oficiais

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